//2ª Etapa da Manutenção Autônoma – Eliminar Fontes de Sujeira (Limpeza)

2ª Etapa da Manutenção Autônoma – Eliminar Fontes de Sujeira (Limpeza)

2018-06-06T14:23:48+00:00 By |Categories: Manutenção Autônoma|0 Comentários

Durante a 1ª Etapa da manutenção autônoma, os operadores se aproximam do equipamento utilizando mais os seus sentidos físicos para realizar a limpeza com a detecção de anomalias a fim de praticar o princípio de que “limpeza é inspeção”.

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Já na 2ª Etapa de manutenção autônoma, o grande propósito é identificar as Fontes de Sujeira (FS) ou Contaminação (FC), os pontos que ficam sujos após a limpeza executada pelos colaboradores e os Locais de Difícil Acesso (LDA), que são lugares inacessíveis e que dificultam as atividades da 1ª Etapa. Estas anomalias afastam os colaboradores da limpeza e também prejudica a inspeção de qualidade. Portanto o objetivo desta etapa é reduzir o tempo de limpeza e inspeção através da eliminação das FS e LCA. Para isto há a necessidade de se melhorar as partes que são difíceis de se limpar, de se verificar, de se apertar ou mesmo de se manusear.

Com a identificação das FS e LDA, os operadores começam a pensar em meios de controlar os vazamentos, derramamentos e qualquer outra fonte de contaminação, na busca de manter as condições básicas do equipamento estabelecidas na 1ª etapa. Há um incomodo e uma forte preocupação com os LDA, o que os tornam obrigados a descobrirem um meio de aperfeiçoar a sua acessibilidade e começam a sugerir alternativas para melhorar cada um dos problemas levantados. Nesta etapa os operadores usam seus cérebros para elaborar melhorias eficazes para as soluções dos problemas, o que os tornam mais donos dos equipamentos.

Todas estas medidas têm por finalidade aumentar a confiabilidade do equipamento, através da busca pela prevenção de não se deixar sujar os equipamentos, controlando as FS identificas. Faz parte deste processo aumentar o índice das condições ideais dos equipamentos melhorando a limpeza, a inspeção e a lubrificação, transformando os equipamentos para que não exijam trabalho manual, e com isto reduzir o tempo de limpeza, verificação e lubrificação pela introdução das melhorias sugeridas.

Para que este processo se torne cada vez mais executado por todos os colaboradores é primordial ensinar a filosofia e a prática da sugestão das melhorias nos equipamentos, começando com projetos de pequena proporção e de fácil execução. Esta cultura pela solução para os problemas de FS e LDA deve ser incentivada com a geração de ideias a partir de pequenos grupos. É importante permitir que as pessoas sintam o sabor da emoção e a satisfação do sucesso das melhorias.

Esta é uma etapa muito importante para a consolidação do programa, principalmente por parte os gestores do processo que devem criar motivação, desenvolver habilidades e oportunidades, encorajando as ideias de inovação, com dicas práticas, orientações e apoio técnico para a solução dos problemas. Os mesmos devem apoiar e ensinar ferramentas e técnicas para resolução dos problemas buscando sua causa raiz. Como exemplo, devem ser adotadas análises como a dos 5 porquês e o diagrama de ishikawa.

Algo muito relevante para esta etapa é assegurar que os outros departamentos respondam prontamente as necessidades para a resolução dos problemas de FS e LDA. As atividades da 1ª etapa devem continuar com maior eficácia.

Referências – SUZUKI, T. TPM in Process Industries. 1ª. ed. New York: Productivity Press, 1994.

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About the Author:

Graduado em Engenharia de Produção Mecânica pela Faculdade de Engenharia Industrial - FEI (1996), MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas - FGV (2008). Mestrando pelo Grupo de Pesquisa em Processos Tecnológicos e Ambientais da UNISO, com foco no empreendedorismo de Sorocaba. Atua como professor e coordenador dos cursos de engenharia pela ESAMC SOROCABA. Leciona para a graduação as disciplinas de Engenharia de Produto, Fundamentos de Processos de Engenharia, Gestão de Operações, Projetos e por Processo, Introdução à Engenharia e Metrologia. É orientador dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). Leciona para o MBA as disciplinas: Projeto de Processos e Lay Out, Gestão de Projetos, Configuração do Sistema Logístico e Plano Logístico. Atua como Gestor da Incubadora de Empresas HUBIZ no Parque Tecnológico de Sorocaba e também como consultor de empresas desenvolvendo diversos trabalhos da metodologia TPM (Total Performance Management) e do Sistema Lean de Produção / Sistema Toyota de Produção atuando em empresas como: Dixie Toga, Votorantim Cimentos, Nestlé, Nossa Senhora da Penha, Schincariol, Natura, Nokia, Total Pack e Borealis.