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Condutivímetro: Precisão na Medição de Condutividade

Um condutivímetro é um instrumento responsável por medir a quantidade de corrente elétrica ou condutância em uma solução sendo que esta condutividade é útil para determinar a saúde geral de um corpo composto por água natural. É também uma forma de medir mudanças que podem ocorrer nos processos de tratamento de águas residuais em estações de tratamento de água. Assim, o condutivímetro é um equipamento comum em qualquer estação de tratamento ou monitoramento de água, bem como em laboratórios ambientais. Com relação ao preço, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, um bom medidor de condutividade custa cerca de US $ 300 ou cerca de R$ 1.100,00.

1 – Como Funciona um Condutivímetro

Todo condutivímetro é equipado com uma sonda (Figura 1), geralmente portátil, para medições em campo ou local e o funcionamento é simples: depois que a sonda é colocada no líquido a ser medido, o medidor aplica uma tensão entre dois eletrodos dentro da sonda. A resistência elétrica da solução causa uma queda na voltagem, que então pode ser lida pelo condutivímetro. O medidor converte esta leitura para milli ou micromhos ou milli- ou microSiemens por centímetro (duas unidades usadas para medir condutividade. O valor medido indica o total de sólidos dissolvidos e o total de sólidos dissolvidos é a quantidade de sólidos capazes de passar através de um filtro de fibra de vidro.

condutivímetro Medidor de Condutividade Temperatura G1410 com c  lula de grafite para aplica    es diversas 300x300

Figura 1 – condutivímetro

2 – Noções Básicas de Condutividade

A condutividade é a corrente elétrica em uma solução sendo que esse valor depende da força iônica do líquido. Também depende de quais íons estão presentes na solucção, em que concentração e de que forma, como em que estado de oxidação ou mobilidade os íons estão. Os íons por sua vez carregam uma carga elétrica negativa ou positiva sendo que os ânions são negativos e os cátions positivos. Em corpos d’água naturais, são os íons que contribuem para a alta condutividade resultante de sais minerais e sais dissolvidos.

3 – Dependência de Temperatura na Leitura do Condutivímetro

A leitura de um condutivímetro geralmente é realizada sem considerar a interferência da temperatura. Como a força iônica e, portanto, a condutância dependem da temperatura, a leitura pode ser imprecisa. Assim, muitos tipos de condutivímetro também possuem uma medição de condutância específica. Quando no modo de condutância específica, o medidor lê a condutividade da solução à 25 graus Celsius e não à temperatura real. Isso resulta em uma leitura mais padronizada.

4 – Salinidade e Sólidos Totais Dissolvidos

Salinidade é a quantidade de sais dissolvidos em uma solução. Os medidores de condutividade equipados com uma opção de salinidade são capazes de converter internamente a leitura da condutividade para uma de salinidade. Os corpos de água doce devem ter uma concentração de salinidade muito menor que a água do oceano, estimada entre 20 e 30 partes por trilhão, de acordo com o Departamento de Ecologia do Estado de Washington. O total de sólidos dissolvidos pode ser determinado multiplicando a condutividade medida em microSeimens por um fator de 0,67.

5 – Calibração do Condutivímetro

Um calibração proporciona uma leitura mais precisa. Assim, para calibrar um condutivímetro, siga as instruções desse medidor sendo que em geral, as etapas são fáceis e padronizadas. Normalmente um item do próprio menu do aparelho que permite entrar no modo de calibração ou uma configuração externa. Geralmente, coloca-se uma sonda em uma solução com um valor e uma temperatura de condutividade conhecidos e configura-se o medidor para essa condutividade. As vezes, vários padrões são necessários. O EPA 120.1 da Agência de Proteção Ambiental é um procedimento analítico padronizado para calibrar e medir um medidor de condutividade.

Referência para Condutivímetro

6 – Conheça Alguns Condutivímetros de Mercado

Formado em Engenharia Elétrica pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) com Pós Graduação MBA em Gestão de Projetos pela FVG (Fundação Getúlio Vargas) e certificação internacional em Gestão de Projetos pelo PMI (Project Management Institute). Também possui certificação Green Belt em Lean Six Sigma. Atuou na implantação dos pilares de Engenharia de Confiabilidade Operacional e Gestão de Ativos Industriais em grandes empresas como Votorantim Metais (CBA) e Votorantim Cimentos. Como Gerente de Projetos pela Siemens e Citisystems, coordenou vários projetos de automação e redução de custos em empresas como Usiminas, JBS Friboi, Metso, Taesa, Cemig, Aisin, Johnson Controls, Tecsis, Parmalat, entre outras. Possui experiência na implementação de ferramentas Lean Manufacturing em empresas como: Faurecia, ASBG, Aisin Automotive, Honda, Unicharm e Flextronics. Atualmente é Diretor de Projetos na empresa Citisystems e membro do Conselho de Administração da Inova, organização gestora do Parque Tecnológico de Sorocaba.