A partir da 5ª etapa da manutenção autônoma é que começa a se consolidar a gestão autônoma dos equipamentos, houve nas etapas anteriores a restauração em sua grande parte do equipamento, se estabeleceu início dos padrões a serem seguidos e um maior aprofundamento no conhecimento por partes dos operadores. Com estes pré-requisitos estabelecidos há a possibilidade da gestão autônoma dos equipamentos e é o que será abordado neste texto. A seguir a descrição de cada etapa para a consolidação.

gestão autônoma

Figura 1 – gestão autônoma

Etapa 5 – Realizar a inspeção geral do processo

As principais atividades desta etapa são:

  • Desenvolver cada vez mais instruções e treinamentos para aumentar a competência do processo do operador. O objetivo é melhorar o desempenho e a operação dos processos, como também ajustar melhor os métodos para identificar mais ráPIDo as anomalias e assim aumentar a confiabilidade;
  • Prevenir questões de duplicidade e omissões na inspeção feita com os padrões provisórios de limpeza e inspeção de equipamentos individuais na rotina dos operadores;
  • Melhorar a estabilidade e a segurança dos processos através da operação correta dos equipamentos;
  • Desenvolver operadores que operem seus processos e tratem das anomalias corretamente quando as mesmas surgirem;
  • Desenvolver operadores que entendam a relação entre o equipamento e as propriedades dos materiais a serem processados e que saibam desenvolver os ajustes necessários e as técnicas de montagem para o restabelecimento do equipamento;
  • Ajudar os operadores a participarem da manutenção planejada, buscando sempre o autogerenciamento através de substituição de atividades da manutenção e a inspeção periódica;
  • Ajudar os operadores a perceberem a necessidade de cada vez mais registrar as informações referente aos problemas do equipamento e do processo.

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Principais objetivos da etapa junto aos equipamentos:

  • Afinar a precisão da inspeção do processo pela expansão e melhoria dos controles visuais;
  • Modificar o equipamento para torná-lo mais fácil de operar e identificar anomalias;
  • Preparar manuais para a inspeção geral do processo e para resolução de problemas;
  • Treinar os líderes dos grupos em habilidades de inspeção para que possam sempre ajudar neste processo os operadores;
  • Aplicar treinamentos a respeito de procedimentos corretos de ajustes e montagens;
  • Dar orientação sobre a seleção da inspeção periódica e na substituição de itens, técnicas e documentação e dar
  • instrução sobre intervalos apropriados, baseados na informação sólida
  • Evitar duplicação e omissões na manutenção planejada através da clara divisão das responsabilidades dos departamentos de manutenção e de operação.

Etapa 6 – Manutenção autônoma sistêmica

As principais atividades desta etapa:

  • Desenvolver uma manutenção de alta qualidade e confiabilidade, pelo estabelecimento de procedimentos e de padrões claros para manutenção autônoma;
  • Melhorar os procedimentos de restabelecimento dos equipamentos, juntamente com a redução do trabalho no processo;
  • Desenvolver um sistema de autogestão otimizar o fluxo do local de trabalho, das peças sobressalentes, das ferramentas, dos processos em geral, para os produtos finais, e para a informação e no que for necessário para o melhor desenvolvimento;
  • Expandir a questão da autogestão pela sistematização e padronização para mais itens de controle do processo;
  • Ajudar o maior número de pessoas a entenderem a relação entre a qualidade e as condições ideais do equipamento, focando na importância de uma manutenção de qualidade;
  • Desenvolver cada vez mais pessoas a entenderem as necessidades das melhorias e dos padrões através da coleta de dados, para um melhor gerenciamento do local de trabalho;
  • Fazer com que os gestores (gerentes, coordenadores e supervisores) aprendam seus próprios papéis, melhorando assim os padrões e principalmente certificando-se de que são seguidos;

Principais objetivos da etapa junto aos equipamentos:

  • Mostrar a relação entre o equipamento e a qualidade e assim estabelecer um sistema de manutenção de qualidade;
  • Revisar e melhorar o layout e o plano de manutenção do equipamento;
  • Padronizar a operação e a manutenção do equipamento através de controles de forma geral, tais como: equipamento de transporte, peças sobressalentes, ferramentas, processo no trabalho, produtos finais, informação, passagens, equipamento de limpeza. Intensifica o uso dos controles visuais para tudo na área de trabalho.
  • Preparar diagramas com os fluxogramas dos processos em geral e aplicar as devidas instruções sobre esta padronização;
  • Desenvolver manuais sobre manutenção da qualidade que sistematizem a relação entre o equipamento e a qualidade, e aplicar os devidos treinamentos;
  • Dar suporte técnico especializado para o aperfeiçoamento das tarefas de padronização do fluxo de trabalho, assim como para a intensificação do uso de controles visuais;
  • Dar orientação e educação nas técnicas de análise e melhoria

Etapa 7 – Gestão Autônoma

As principais atividades da gestão autônoma são:

  • Melhorar as atividades e padronizá-las com as diretrizes das políticas da planta e com seus objetivos;
  • Reduzir custos através da eliminação do desperdício do local de trabalho;
  • Melhorar o equipamento através dos registros precisos de manutenção, analisando os principais indicadores para a tomada decisão, exemplos: MTBF (Mean Time Between Failures – Tempo Médio Entre falhas) e MTTR (Mean Time To Repair – Tempo Médio Para Reparo);
  • Aumentar o nível de conscientização do autogerenciamento através dos objetivos e tornar assunto do dia a dia todos os custos do equipamento, incluindo os custos de manutenção;
  • Possibilitar, através de treinamentos em habilidades de reparos, que os operadores realizem simples reparos e a restauração do equipamento;
  • Aumentar a habilidade dos operadores de registrar e analisar dados, e fazer com que dominem as técnicas de melhoria;

Principais objetivos da gestão autônoma  junto aos equipamentos:

  • Gerar e analisar as informações necessárias para melhorar o equipamento e aumentar as questões de confiabilidade, manutenibilidade, segurança, qualidade e operabilidade;
  • Padronizar as melhorias dos equipamentos e estender a vida útil do equipamento, passando a verificar os intervalos usando informação sólida para apontar os pontos fracos;
  • Oferecer informações de importância do equipamento para uma melhor gestão da busco dos objetivos;
  • Disponibilizar treinamento para o desenvolvimento das habilidades de reparos manuais nos equipamentos;
  • Fornecer apoio técnico para a melhoria do equipamento e aumentar a melhoria das habilidades dos operadores pela inclusão delas em projetos de melhoria
  • Dar orientação sobre padronizar as melhorias e a participação em atividades de técnicas mais avançadas de manutenção;

Não existe atalho no desenvolvimento das atividades de manutenção autônoma, é preciso seguir cada uma das etapas com primor, pois caso haja superficialidade em alguma delas as etapas seguintes se tornarão comprometidas, não gerando o resultado adequado. Neste caso a equipe deve retroceder a etapa com deficiência e fazer as alterações recomendadas para o avanço correto do processo.

O desenvolvimento do TPM e da manutenção autônoma, requer forte comprometimento de todas os colaboradores da empresa, caso isto não esteja desenvolvido não haverá sucesso na implementação. O T do TPM se traduz por “Total” e significa que todos devem estar comprometidos com as atividades e com as mudanças de cultura para o melhor resultado.

Referências:
SUZUKI, T. TPM in Process Industries. 1ª. ed. New York: Productivity Press, 1994.