Switch Gerenciável x Não Gerenciável: Qual Escolher?

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Neste post vamos entender melhor o que é um switch gerenciável e quais são as diferenças quando o comparamos ao switch não gerenciável. Sabemos que a prática de vincular dois ou mais dispositivos de computação para fins de compartilhamento de dados é chamada de rede. Quando uma casa com diferentes membros da família deseja interconectar seus computadores para trocar informações temos que fazer isso criando uma rede. Da mesma forma, quando um escritório deseja fornecer acesso à Internet a todos os seus computadores ou trocar arquivos entre diferentes departamentos ou filiais, a rede é o instrumento a ser utilizado. Sabemos também que certos equipamentos de hardware com ou sem fio são necessários para interconectar esses dispositivos e que também fazem parte da rede. Estamos falando dos roteadores, switches e hubs que são instalados na rede com a função de melhorar a conectividade, reduzir o tráfego e melhorar o desempenho.

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Figura – Tipos de Switch Gerenciável

1 – Switch: Um dispositivo de rede

Um switch é um dispositivo de rede que tem a função de associar e permitir a comunicação entre vários dispositivos de uma rede local (LAN). Fabricantes como Cisco e Phoenix Contact produzem diferentes tipos de switch de forma a atender aplicações mais simples (no caso de residências ou escritórios) ou aplicações industriais que por sua vez demandam maior robustez e maior desempenho. Com relação ao funcionamento do switch é bem simples: ele recebe uma mensagem de qualquer dispositivo conectado a rede e transmite esta mensagem apenas para o dispositivo para o qual a mensagem é endereçada. Sendo assim, ele “sabe a maneira” mais eficiente de manipular e transmitir dados entre vários dispositivos dentro de uma LAN de forma eficiente. Um switch é inteligente o suficiente a fim de determinar o endereço e a porta de destino para cada frame que circula na rede.

Existem dois tipos de switch: O switch gerenciável e o não gerenciável e a principal diferença entre eles está no fato de que um switch gerenciável pode ser configurado e é capaz de priorizar o tráfego da LAN para que as informações mais importantes sejam transmitidas primeiro. Por outro lado, um switch não gerenciável se comporta como um dispositivo “plug and play”, não pode ser configurado e simplesmente permite que os dispositivos se comuniquem uns com os outros.

2 – Benefícios do Switch Gerenciável x Switch Não Gerenciável

Como dito, o switch gerenciável oferece melhor controle sobre o tráfego da LAN possuindo recursos avançados de configuração que permitem melhor controle do tráfego. Explicando melhor, o switch gerenciável possui todos os recursos de um switch não gerenciável mas ganha em recursos adicionais como a capacidade de configurar, gerenciar e monitorar uma LAN. Isso abrange a capacidade de decisão sobre quem deve ter acesso à rede e a capacidade de controlar o tipo e o fluxo de dados que trafegam na LAN.

Por outro lado, não é possível configurar um switch não gerenciado pois ele não suporta nenhuma opção ou interface de configuração ou priorização de tráfego. Ele é como um dispositivos plug-and-play que permite você conectar seu computador a outros dispositivos de rede estabelecendo assim a conexão entre eles sem nenhuma configuração. É justamente por este motivo que o switch não gerenciado pode ser a melhor opção caso não houver a necessidade de aplicações avançadas em uma rede. Basta conectar e pronto.

Voltando ao switch gerenciável podemos dizer que ele permite vários outros ganhos. Ele utiliza o protocolo SNMP ou Simple Network Management Protocol para monitorar os dispositivos na rede. O SNMP ajuda na troca de informações de gerenciamento entre dispositivos de rede. As consultas SNMP também determinam a integridade e o status de dispositivos em uma rede. Assim, um administrador de TI pode ler os dados SNMP, monitorar o desempenho da rede a partir de um local remoto e detectar e reparar problemas de rede a partir de um local central sem precisar inspecionar fisicamente os comutadores e dispositivos. O switch gerenciável também suporta funções mais avançadas como inserir loops na rede, aumentar o nível de segurança e oferecer suporte a várias VLANs conforme o requisito.

O recurso Quality of Service (QoS) de um switch gerenciável também permite que você priorize o tráfego de rede atribuindo uma prioridade mais alta ao tráfego crítico. Isso ajuda a melhorar o desempenho e melhora a transmissão de dados sensíveis a atrasos, como no caso da voz em tempo real. Sendo assim, atribuindo maior prioridade aos dados de voz, garantimos que os pacotes de voz não sejam ignorados, atrasados ​​ou mutilados durante a transmissão e que a pessoa possa ouvir uma voz cristalina durante uma conversa.

Os switches podem ser usados ​​na configuração da VLAN para agrupar os dispositivos de forma lógica conforme os departamentos de trabalho. O switch gerenciável pode ser usados ​​para isolar o tráfego entre esses grupos e essa segmentação e isolamento do tráfego de rede ajuda a reduzir o tráfego desnecessário. Por exemplo, você pode separar o tráfego entre os departamentos financeiro e de marketing, de modo que as informações críticas sobre finanças possam fluir sem demora para os usuários de finanças e não se atolem no tráfego de marketing. Isso permite melhor desempenho da rede e nível adicional de segurança pois um departamento não vai acessar os dados de outro.

3 – Conclusão

Em termos de custo, o switch gerenciável é mais caro se comparado ao switch não gerenciado. No entanto, o switch gerenciável proporciona maiores benefícios garantindo um desempenho de rede aprimorado e consistente. Pesando os prós e contras dos dois tipos de switches, cada empresa precisa avaliar suas necessidades de rede. Quando os requisitos de rede aumentarem e for necessário um melhor controle e monitoramento sobre o tráfego da rede, a melhor opção é considerar o switch gerenciável. Além disso, se você estiver planejando implantar serviços avançados como LANs sem fio ou telefonia IP em um próximo passo, o switch gerenciável será o responsável por estabelecer as bases para essas tecnologias. Finalmente, desde que as necessidades de rede sejam simples, como em residências e pequenas empresas, os switches não gerenciáveis são boas opções a serem consideradas.

Formado em Engenharia Elétrica pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) com Pós Graduação MBA em Gestão de Projetos pela FVG (Fundação Getúlio Vargas) e certificação internacional em Gestão de Projetos pelo PMI (Project Management Institute). Também possui certificação Green Belt em Lean Six Sigma. Atuou na implantação dos pilares de Engenharia de Confiabilidade Operacional e Gestão de Ativos Industriais em grandes empresas como Votorantim Metais (CBA) e Votorantim Cimentos. Como Gerente de Projetos pela Siemens e Citisystems, coordenou vários projetos de automação e redução de custos em empresas como Usiminas, JBS Friboi, Metso, Taesa, Cemig, Aisin, Johnson Controls, Tecsis, Parmalat, entre outras. Possui experiência na implementação de ferramentas Lean Manufacturing em empresas como: Faurecia, ASBG, Aisin Automotive, Honda, Unicharm e Flextronics. Atualmente é Diretor de Projetos na empresa Citisystems e membro do Conselho de Administração da Inova, organização gestora do Parque Tecnológico de Sorocaba.