Inspeção Geral do Equipamento – 4ª Etapa Manutenção Autônoma

//Inspeção Geral do Equipamento – 4ª Etapa Manutenção Autônoma

Após a restauração dos equipamentos nas 3 primeiras etapas da manutenção autônoma é importante mantê-los em suas condições ideias, e como passo seguinte para este processo é o que se estabelece na 4ª etapa, a inspeção Geral do Equipamento. Nesta etapa mostra-se para os operadores o porquê da limpeza e inspeção, pois inicialmente focou-se apenas em ter que limpar e inspecionar para encontrar anomalias.

inspeção geral etapa 4  inspecao geral etapa4

Há sempre o conceito que a operação só deve operar, mas nesta etapa passa a se ter maior conhecimento do seu equipamento, e assim ter maior domínio, tornando-o mais confiável. A operação deixa de seguir só as instruções para fazer o equipamento funcionar e passa a receber treinamento para maior conhecimento dos princípios de funcionamento dos principais componentes.

Para que este processo aconteça é necessária uma maior capacitação da equipe de operadores por parte da equipe de manutenção nos equipamentos proporcionando maior conhecimento e profundidade as atividades de limpezas e inspeções. Esta rotina passa a ser também para os novos colaboradores que entrarem na empresa.

As principais atividades desta etapa estão relacionadas a seguir:

  • Fornecer treinamento técnico baseado nos manuais do equipamento para aumentar a quantidade e a qualidade das limpezas e inspeções;
  • Estabelecer que componentes do equipamento fiquem em condições ideias para à inspeção geral;]
  • Modificar de forma a melhorar o equipamento para facilitar a limpeza e a inspeção, usar o princípio de ser fácil e abusar do uso de controles visuais.

Os principais objetivos desta etapa para os equipamentos é:

  • Melhorar a confiabilidade por categoria no equipamento (sistemas de fixação, pneumáticos, hidráulicos, de transmissão, etc.) através da realização de inspeção geral e a busca pela eliminação da deterioração forçada;
  • Permitir que qualquer pessoa realize a inspeção de confiabilidade através da introdução dos controles visuais como identificação dos equipamentos, exibição da especificação e da quantidade dos principais componentes do equipamento, acesso fácil aos componentes de inspeção, indicação de Liga/Desliga (ON/OFF) indicação de direção de rotação e fluxo, indicação de temperatura, amperagem, pressão etc.

Para que tudo isto aconteça há a necessidade do desenvolvimento humano. A seguir os principais objetivos quanto aos colaboradores diretos:

  • Aprender a estrutura das partes do equipamento, suas funções e critérios de avaliação de anomalias versus condição normal e checar habilidades dos colaboradores através do desenvolvimento da matriz de habilidade;
  • Aprender e passar a tratar das anomalias do equipamento através de práticas exatas e com facilidades de ferramentas e componentes para os reparos e as trocas;
  • Praticar a técnica do ensino da retransmissão para possibilitar que os líderes aprendam com a liderança e assim se desenvolvam o espírito de time;
  • Permitir que os colaboradores entendam a utilidade da informação através da coleta de dados da inspeção geral.

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Não será possível desenvolver nada do que se apresentou, se a gestão não desenvolver o seu papel que é de extrema e vital importância para o sucesso do programa. O papel dos gestores passa por:

  • Preparar manuais de instrução para a inspeção geral, com ações específicas para a resolução de problemas quando os mesmos acontecerem, e treinar as lideranças da equipe nas habilidades de inspeção;
  • ProMOVer e dar os devidos recursos para o programa de inspeção geral;
  • Dar treinamento específicos em métodos simples de eliminar as anomalias;
  • Dar orientação para melhorias dos controles visuais;
  • Dar orientações sobre a coleta de dados para a formatação das informações e a melhor tomada de decisão;
  • Tornar essencial a participação dos líderes dos grupos no planejamento da manutenção do equipamento;
  • Autorizar a execução imediata do trabalho solicitado através da exposição da anomalia por parte dos colaboradores;

Referências:
SUZUKI, T. TPM in Process Industries. 1ª. ed. New York: Productivity Press, 1994.

2018-01-13T16:37:33+00:00 By |Categories: Manutenção Autônoma|0 Comentários

About the Author:

Graduado em Engenharia de Produção Mecânica pela Faculdade de Engenharia Industrial – FEI (1996), MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV (2008). Mestrando pelo Grupo de Pesquisa em Processos Tecnológicos e Ambientais da UNISO, com foco no empreendedorismo de Sorocaba. Atua como professor e coordenador dos cursos de engenharia pela ESAMC SOROCABA. Leciona para a graduação as disciplinas de Engenharia de Produto, Fundamentos de Processos de Engenharia, Gestão de Operações, Projetos e por Processo, Introdução à Engenharia e Metrologia. É orientador dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). Leciona para o MBA as disciplinas: Projeto de Processos e Lay Out, Gestão de Projetos, Configuração do Sistema Logístico e Plano Logístico. Atua como Gestor da Incubadora de Empresas HUBIZ no Parque Tecnológico de Sorocaba e também como consultor de empresas desenvolvendo diversos trabalhos da metodologia TPM (Total Performance Management) e do Sistema Lean de Produção / Sistema Toyota de Produção atuando em empresas como: Dixie Toga, Votorantim Cimentos, Nestlé, Nossa Senhora da Penha, Schincariol, Natura, Nokia, Total Pack e Borealis.