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Os 8 Pilares da Manutenção Produtiva Total

2018-06-06T14:34:29+00:00By |Categories: Lean Manufacturing, TPM|2 Comments

No último artigo que postei sobre TPM, foi dada uma introdução sobre o que é o TPM (manutenção produtiva total) e pudemos perceber que trata-se de uma metodologia diferente das demais que exige uma mudança de comportamento. A cultura da empresa deve ser transformada a fim de mudar o hábito das pessoas e da mesma forma que a empresa tem que se adaptar à manutenção produtiva total, o mesmo tem que se adaptar à cultura da empresa.

Quando se fala em implantar uma ferramenta de manutenção produtiva total, que busca o autocontrole da produção e da manutenção como, a principal preocupação deve vir dos líderes e da alta gestão que devem ser capazes de definir as tarefas e indicadores eficientes para gerir melhor o processo e acompanhar os resultados.

1 – Quais os 8 Pilares da Manutenção Produtiva Total?

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Figura 1 – Os 8 Pilares da manutenção produtiva total

A manutenção produtiva total é estruturada sob 8 pilares sendo que cada pilar tem um objetivo específico conforme a tabela abaixo:

Objetivo
manutenção autônomaCapacitação da mão de obra. Objetiva treinar e capacitar os operadores para que os mesmos se envolvam nas rotinas de manutenção e nas atividades de melhorias que previnem a deterioração dos equipamentos
manutenção planejadaFoca no Quebra zero e no aumento da eficiência e eficácia do equipamento. Atua sob três formas: planejamento das manutenções preditivas, preventivas e paradas. Enquanto que as duas primeiras objetivam eliminar paradas, a terceira, quando é necessária deve ser muito bem planejada a fim de proporcionar uma parada assertiva que siga o cronograma e os custos planejados. Por isso é cada vez mais comum as empresas utilizarem ferramentas de gestão de projetos aplicadas nas paradas.
manutenção da QualidadeZero Defeito, através do controle de equipamentos, materiais, ações das pessoas e métodos utilizados. Hoje em dia podemos citar algumas ferramentas que auxiliam neste processo como sistemas automáticos de inspeção e controle da qualidade (sensores de visão, Micrômetro Laser e softwares online de controle estatístico de processo).
Melhorias EspecíficasObjetiva reduzir o número de quebras e aumentar a eficiência global do equipamento através do envolvimento de times multidisciplinares compostos por engenheiros de processo, operadores e manutentores. Com um time de pessoas com conhecimento diversificado, a chance de melhorias eficazes serem implantadas é muito maior.
Controle InicialReduzir o tempo de introdução do produto e processo. Se baseia na análise detalhada dos produtos e equipamentos antes mesmo de serem fabricados ou instalados. O objetivo é focar a energia em criar produtos fáceis de fazer e equipamentos fáceis de utilizar.
Treinamento e EducaçãoElevar o nível e capacitação da mão de obra. Mão de obra escassa e sem conhecimento é um dos grandes problemas industriais atualmente. Como estamos em uma época direcionada à industria 4.0 em que a tecnologia muda constantemente, o problema se agrava mais ainda e o treinamento torna-se parte fundamental do sucesso das empresas. A Educação e treinamento devem ser sistemáticos na companhia.
Segurança, Higiene e Meio AmbienteZero Acidente. Assegurar a segurança e prevenir impactos ambientais adversos, além de serem fundamentais atualmente, motiva os funcionários e faz com que a empresa conquiste mais clientes.
Áreas AdministrativasReduzir as perdas administrativas e criar escritórios de alta eficiência. Como o departamento administrativo fornece recursos às atividades de produção, a qualidade e a precisão das informações supridas por estes departamentos devem ser asseguradas.

Tabela 1 – Os 8 Pilares da manutenção produtiva total

2 – Estrutura Funcional para Implantação da Manutenção Produtiva Total

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Figura 2 – Estrutura para Implantação da manutenção produtiva total

Veja na Figura 2 que o grupo de operadores possui um líder que participa do comitê de líderes que por sua vez possui um líder que participa do comitê de supervisores, sendo que o líder do grupo de supervisores participa do comitê dos gerentes. Esta organização é muito eficaz pois dissemina de forma veloz as políticas e objetivos da alta gerência por toda a organização.

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Agora fica mais claro perceber como a manutenção produtiva total começa a mudar a cultura da organização. Veja que o envolvimento é de todos e que as decisões e ações a serem tomadas se propagam depressa garantindo eficiência e controle. É muito importante reforçar que o Gerente Industrial, como líder da organização deve ser o primeiro a disseminar esta cultura e garantir que todos participem ativamente do processo. Ele deve garantir que os gerentes estejam engajados e que as informações desçam congruentes para os níveis operacionais através dos comitês formados. Com a mesma velocidade, as informações do chão de fábrica devem chegar aos níveis superiores, relatando dificuldades e oportunidades que podem ser resolvidos com o auxílio da alta gerência.

Com todos os envolvidos engajados e comprometidos com o resultado focando em um objetivo comum, fica mais fácil conquistar os resultados com a implantação da manutenção produtiva total.

Referências: SUZUKI, T. TPM in Process Industries. 1ª. ed. New York: Productivity Press, 1994.

Formado em Engenharia Elétrica pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) com Pós Graduação MBA em Gestão de Projetos pela FVG (Fundação Getúlio Vargas) e certificação internacional em Gestão de Projetos pelo PMI (Project Management Institute). Também possui certificação Green Belt em Lean Six Sigma. Atuou na implantação dos pilares de Engenharia de Confiabilidade Operacional e Gestão de Ativos Industriais em grandes empresas como Votorantim Metais (CBA) e Votorantim Cimentos. Como Gerente de Projetos pela Siemens e Citisystems, coordenou vários projetos de automação e redução de custos em empresas como Usiminas, JBS Friboi, Metso, Taesa, Cemig, Aisin, Johnson Controls, Tecsis, Parmalat, entre outras. Possui experiência na implementação de ferramentas Lean Manufacturing em empresas como: Faurecia, ASBG, Aisin Automotive, Honda, Unicharm e Flextronics. Atualmente é Diretor de Projetos na empresa Citisystems e membro do Conselho de Administração da Inova, organização gestora do Parque Tecnológico de Sorocaba.